VIEIRA,
A., THOMAZ. Funções e Papéis da Tecnologia.
São Paulo,PUC-SP, 2004
1) Resumo:
No
texto em análise, o autor expõe como poderia ser oportunizado o uso da
tecnologia da informação para a gestão escolar, ampliando assim o benefício
dessa ferramenta que já é utilizada para o trabalho pedagógico do educador. Até
para concretizar esse empreendimento ele sugere que se faça uma reflexão prévia
na qual ele consegue diferenciar o trio dado-informação-conhecimento para
depois planejar esse sistema informatizado. Sistema esse que, passada essa
reflexão prévia, deve ser feita a partir de uma quadro informativo que sugere a
seguinte cronologia de ações: criação do contexto para a TI(tecnologia da
informação), desenho de sistemas de TI e instalação do sistema de TI que vai
ser utilizado. Ao fim ele propõe 5(cinco) questionamentos para aperfeiçoar e superar
as dificuldades vindas da implantação desse sistema. Enfatiza também a
necessidade de tudo ser feito em clima de colaboração por toda comunidade
escolar.
2)
Citações principais do texto:
“ Sabemos também
que esse trabalho só se concretiza quando o professor domina os conceitos e as
práticas relacionadas com a tecnologia, transpondo-os para o seu trabalho
pedagógico e aplicando-os no cotidiano da sala de aula.
Mas o grande problema em foco da gestão
escolar é saber como a tecnologia pode ser um grande aliado da equipe de
direção e coordenação da escola. Porém, antes de tentarmos equacionar esse
problema, precisamos fazer algumas reflexões sobre a natureza dessa questão. (...)”
(p. 1).
“ Conhecimento
não é dado nem informação, embora ambos estejam relacionados. A confusão entre
dado, informação e conhecimento gera enormes gastos de tempo e dinheiro em
projetos que nem sempre são adequados para uma certa instituição.” (p.1).
“A criação de ambientes informatizados na organização para
apoio à gestão do conhecimento deverá considerar os processos pelos quais são
feitas as trocas de informação e a cultura de colaboração existente” (p.
6).
“Além do problema da cultura organizacional existente e dos
objetivos sobre a gestão das tecnologias de informação (TI) de uma escola, é
importante que se tenha uma visão mais estruturada sobre os ingredientes-chave
para implementação eficaz de sistemas nas escolas.” (p.7).
3)
Comentários
De
antemão é evidenciada a necessidade de diferenciar o dado da informação e esses
dois dicriminados do conhecimento, expressa que a mudança do dado para a
informação necessita de sequência: contextualização, categorização, cálculo e
por fim a correção. A transformação da informação para o conhecimento não
independe a ação humana, pelo contrário, é meramente humana, passando pelos
seguintes estágios: comparação, consequências, conexões e também a conversação.
Segundo
o autor, a tecnologia de informação (TIC) pode ser uma fortíssima aliada para
os gestores educacionais, essa ferramenta que já é muito bem-vinda para o
trabalho pedagógico individual do professor na lida com o aluno, pode
perfeitamente ser usada para o trabalho pedagógico e administrativo do gestor.
O
percalço que se apresenta é como se deve equacionar a forma que superará a
dificuldade da implantação do sistema, que vai desde a estrutura organizacional
do estabelecimento, desde estrutura física e visão hierárquica – quase sempre
vertical, o que atrapalha um ambiente de colaboração solidária.
De
fato, esse empreendimento só vai a cabo, se houver um divórcio entre o gestor e
a visão hierárquica vertical da unidade de ensino; melhor do que obrigar alguns
a fazerem algo para o bem de todos, é melhor conquistar seus pares para um
efeito mais positivo e de felicidade coletiva.
Não
é tarefa fácil, outrossim muito árdua, arrebanhar a comunidade escolar, em
especial os professores para a criação, manutenção ou alimentação do sistema
calcado na tecnologia da informação, pois haverá alegações de toda ordem para
se abster dessa contribuição. Os educadores podem considerar esse procedimento
um trabalho extra para si. Outros se sentirão tolhidos ou desprezados por serem
discordantes ou “analfabetos em informática”.
4) Questionamentos
Em
face do pensamento exposto pelo autor desse artigo, não se pode furtar ao
questionamento da dificuldade da construção ainda que coletiva dessa proposta
de informatização do sistema calcado na tecnologia da informação (TIC): existe
alguma unidade pública de ensino que esteja realmente preparada para
informatizar o seu sistema de gestão? Os governantes estão prontificados a dar
suporte financeiro e operacional para se ter e suster esses sistemas? Os
diretores estão aptos a conquistar a comunidade escolar, mormente os
professores, para construir esses sistemas a contento, em regime de colaboração?
Haverá um ganho realmente interessante para a otimização da intervenção
pedagógica nos problemas tabulados, ou a voz dos fatalistas já estão augorando
o resultado pífio que está previsto em toda “novidade”? Os gastos valerão a
pena, ou era melhor investir em imobiliário? A resposta é o futuro.
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