Ministério da Educação
Centro de Estudos Avançados
Multidisciplinares
Centro de Formação Continuada de
Professores
Secretaria de Educação do Distrito Federal
Escola de Aperfeiçoamento de Profissionais da
Educação
Curso de Especialização em Gestão Escolar
Disciplina: Oficinas Tecnológicas
A ESCOLA FRENTE ÀS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÃO
VANDERLEI VIEIRA
TURMA N
Professor
Doutor: Pedro Andrade
Professora
Tutora: Fátima Roseli Dias Garzesi
Brasília (DF), 24 de Julho de 2013
1 – Introdução
Procura-se identificar o
âmago da questão, quando a assunção de novas tecnologias são um desafio para
implantação da nova ordem na gestão de instituições escolares, mormente quando
o embate é de ordem administrativa, pedagógica ou interrelacional, nesse último
os entes que compõem uma comunidade escolar são totalmente difusos, ou até
resistentes, à essa nova ótica.
Superado o emaranhado de
percalços que advenham da proposição dessa nova formatação escolar, serão
expostos os ganhos de ordem pedagógica, administrativa e quiçá financeira que
essa apropriação de novas tecnologias propiciarão.
Legado positivo para a
educação quando da totalidade da implementação e coleta de dados para dar um
feedback, a fim de otimizar o sistema e corrigir os erros que naturalmente hão
de sobrevir.
2 – Justificativa
A educação há muito sofre com
a letargia dos processos burocráticos-administrativos que, de anos a fio, já se
tornaram clássicos. Sem falar da prática pedagógica que, também desde muito
tempo, não tem percebido um avanço substancial enquanto avaliada por órgãos
governamentais e não-governamentais.
Ávido por mudanças de fato,
o sistema tenta se renovar propondo uma descentralização de ordem
administrativa, pedagógica e financeira. Destarte o gestor fica um pouco mais
livre para propor mudanças locais observando a realidade do meio em que o
colégio se insere. Nesse bojo surge a necessidade de se apropriar de novas
tecnologias para uma melhor vivência entre os sujeitos desse processo de
apropriação.
As novas tecnologias de
informação e comunicação, portanto,
desenham-se como uma excelente ferramenta para alavancar essa nova
realidade escolar, superando tantos problemas, dos quais o maior é a dicotomia:
questões administrativas versus questões pedagógicas.
3 – Objetivos
3.1 – Geral
Apresentar as novas
tecnologias de informação como ferramenta de utilização para as práticas
administrativas e pedagógicas em instituições escolares.
3.2 – Específicos:
Mostrar como as tecnologias
de informação e comunicação podem ser um aliado para as práticas pedagógicas de
todo o colégio, incrementando o fazer didático da instituição escolar,
inclusive nos seus aspectos administrativos.
Diminuir as distâncias entre
as pessoas e as entidades componentes da unidade escolar que se encontram
fragmentados e isolados sem um contato harmônico necessário.
Transformar as ferramentas
tecnológicas como um aliado no processo ensino-aprendizagem, enquanto objeto de
utilização de toda comunidade escolar.
4 – Proposições
Colocar em prática a
informatização do colégio não é tarefa fácil, não é algo para ser feito como se
faz uma receita de uma guloseima, ou melhor, não existe uma receita que vá
trazer um produto que se queira como resultado prático e rápido. Em educação,
ao revés, é um processo do qual não se tem certeza dos seus resultados. Quer
dizer que educação é complicada, que não pode ter suas ações feitas da noite
para o dia nem por uma pessoa só.
A tônica, portanto, é, entre
outras coisas, minimizar o trabalho solitário e fragmentado de cada agente da
comunidade escolar, principalmente o trabalho do educador. O ideal é agregar as
ações positivas solitárias para todos os agentes do sistema.
Interessado em implantar no
colégio um método agregador o gestor está agora com um horizonte mais
promissor. As novas tecnologias da informação são, antes de tudo, um novo
desafio e que se desenham, quando superadas as dificuldades, como um solução
para o desempenho educacional dos agentes da comunidade escolar, em especial o
educando.
Já existem práticas, ainda
que pontuais e localizadas, de novas tecnologias à serviço da educação e que
estão em processo de expansão. Alguns colégios públicos do DF dispõem de acesso
por meio de catraca eletrônica que, entre outras coisas, permite aos pais rastrearem
a presença ou ausência dos filhos no espaço escolar. A tela interativa apesar
de ser cara também pode ser considerada como um meio inovador, pois fica
estática na sala e o professor pode, sempre que quiser, conectá-la com ou sem
fio. Laptops, tablets ou Smarphones já são máquinas utilizadas por alguns
educadores que inclusive servem de sujeitos de trocas de textos ou exercícios
entre professores e alunos. Há unidades públicas de ensino no DF que já possuem
programas Acces disponíveis aos educadores que trazem dados necessários da vida
escolar dos alunos aos pais e professores. Dispõem também de blogs onde se
assentam informações e registros necessários ao pedagógico do colégio. Tudo
isso fica merecedor de ser compartilhado por toda rede de ensino, e objeto de
esforços para a concretização e operacionalização dessas novas tecnologias.
Uma forma de manter essas
tecnologias a contento é o grupo gestor (CYSNEIROS, 2006) que por ser
representativo, já que cada segmento – professores, alunos, servidores, pais,
coordenadores etc – da comunidade escolar terá voz e voto, terá a
responsabilidade de gerenciar recursos, dirimir problemas ou reinvidicar a quem
de ofício possa oportunizar meios materiais, financeiros ou humanos.
5 – Considerações finais
Fica razoável a necessidade
de se implantar um sistema informatizado no ambiente escolar a fim de reduzir
as disparidades entre as entidades e as pessoas envolvidas na comunidade
escolar no tocante às práticas ou modus operandi de cada um, a fim de buscar uma
unidade na diversidade.
Jamais podemos esquecer
também que, além da instituição de ensino, os governantes estão em débito com a
educação. Se por um lado o colégio se supera a partir da visão do gestor que
conduz e se deixa conduzir para um desempenho suficiente, malgrado a ausência
dos deveres governo de investir em educação, deve-se, na mesma proporção,
cobrar o cumprimento da contrapartida do governo, para que não haja a
transferência de responsabilidades para as escolas. Quer dizer: o governo não investe
em educação, deixa o colégio com infraestrutura deficiente e gestão no mesmo
tom, e o colégio apresenta-se como o único responsável para minimizar essas
deficiências e produzir bons desempenhos. Isso inclusive vicia o governo. Ele
não (gasta) investe, principalmente na infraestrutura deficiente, e colhe bons
números para a educação e se sente aliviado e até mesmo desobrigado em (gastar)
investir. O colégio que melhor supera suas limitações de per si é usado como
modelo a ser seguido pelos outros. Só não pode ser usado como objeto de tortura
o extorsão moral para os demais, quando se usa o mote “colégios que dão certo”
devolvendo a responsabilidade de melhoria quase que exclusivamente aos gestores
e seus pares.
Levando-se em consideração
que não haverá ausência do governo e que todos os projetos serão agraciados
pelo financiamento condicionado a eles, a apropriação dessa novas tecnologias
desenha-se, no bojo dessa perspectiva, como uma excelente ferramenta para
causar na educação a tão propalada mudança substancial que todos desejam.
Toda essa gama de
dispositivos e recursos que se apresentam – câmeras de monitoramento, laptops,
tablets, diários eletrônicos, blogs, telas interativas, catracas eletrônicas
biométricas etc – não podem ser vistas como algo distante de nossa realidade,
talvez um pouco difícil mas nunca improvável. Tudo marcha para que essa
realidade contagie a educação do século XVI. Se um gestor não for como um
visionário, a instituição gerida ficará em desvantagem em relação às outras.
Presume-se que se não houver o sonho não haverá utopia, é nessa epígrafe que o
gestor deve estar imbuído e multiplicar esse ótica a todos os seus pares.
6
– Referências bibliográficas
VIEIRA, Alexandre (org.). Gestão educacional e tecnologia. São
Paulo, Avercamp, 2003. Páginas 151-164.
CYSNEIROS,
Paulo G. . Gestão de Tecnologias da
Informação e Comunicação na Escola. Recife, 2006
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