quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Diferença entre ciência e conhecimento popular.


A ciência é um conjunto sistematizado de saberes com fundamento lógico e observável, toda a estrutura do conhecimento científico está fundada em uma ordem tal que pode ser experimentada e comprovada, quer dizer, a ciência é um saber construído e que pode ser demonstrado não somente pela práxis, todavia é representada por meio de métodos certos. Isso também quer dizer que a ciência pode ser demonstrada por experimentos que consigam atingir os fins pelos meios empregados.
Dessa forma, a ciência se presta no sentido de ampliar os horizontes do conhecimento, nas atividades de busca da descoberta de novos eventos fenomenológicos; também a antagonista para desvendar a fim de derrubar tabus ou mitos, além de se prestar para a busca da melhoria de vida, ainda atua na instrumentalização para estabelecer um certo controle sobre a natureza que nos envolve.
Nesses termos fica fácil de identificar a diferença que se apresenta quando se compara ao conhecimento popular. Diferente da ciência aquele conhecimento não possui uma organização sistematizada que possa ser compravada e experimentada, é calcada em um senso comum passada de geração em geração. Muitas razões que fazem com que o conhecimento popular não seja totalmente exaurido da sociedade hodierna fixado em bases mais racionais que em outros séculos, desenha-se a concepção de nem tudo ser explicável à luz da ciência, portanto a intuição se aflora e faz com que o conhecimento dito popular encontre angar para se refugiar em meio ao cartesianismo contemporâneo.
O critério valorativo também é um fator que evida a credibilidade do conhecimento popular. Isso quer dizer que todo aquele que cria ou espalha esse tipo de conhecimento, pode ter ou não credibilidade, bastando-lhe apenas ter um valor para aqueles os quais o escutam, pode-se citar o critério de senilidade: aquela crença é válida porque quem a propagou foi uma pessoa idosa, portanto plausível de imensa crediblidade, ainda que ninguém tenha como comprovar aquilo. Além de outros critérios como: lideranças religiosas, desenvoltura eloquente, ostentação de titulação mesmo que diversa do problema em questão, status social etc.
Na educação, o critério mais indicado é o esposado com a ciência, pois o conhecimento que mais se mostra necessário e novo para o educando é o científco. Porém isso não implica dizer que o conhecimento popular, que inclusive faz parte da bagagem do educando neófito, deva ser totalmente desconsiderado. Na verdade é de bom tom ter esse último como ponto de partida para construir o novo conhecimento para esses educandos. Mesmo que alguns considerem que educar dói, porquanto desconstruir um conhecimento prévio para reconstruir outros seja árduo, isso não se deve dar no campo minado das escolhas pessoais, principalmente quando essas atentem para intolerância filosófica, ideológica ou religiosa.
Desta forma, em nome de uma boa convivência dentro do âmbito escolar, o conhecimento científico não pode ser o único a ser considerado como integrante da teia de conhecimentos que deva haver nas relações interpessoais, a fim de superar as fissuras causadas pela intolerância que sobrevém sempre que um assunto é execrado porque não pode ser explicado como A sobre B.

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