A ciência é um conjunto
sistematizado de saberes com fundamento lógico e observável, toda a estrutura
do conhecimento científico está fundada em uma ordem tal que pode ser
experimentada e comprovada, quer dizer, a ciência é um saber construído e que
pode ser demonstrado não somente pela práxis, todavia é representada por meio de
métodos certos. Isso também quer dizer que a ciência pode ser demonstrada por
experimentos que consigam atingir os fins pelos meios empregados.
Dessa forma, a ciência se
presta no sentido de ampliar os horizontes do conhecimento, nas atividades de
busca da descoberta de novos eventos fenomenológicos; também a antagonista para
desvendar a fim de derrubar tabus ou mitos, além de se prestar para a busca da
melhoria de vida, ainda atua na instrumentalização para estabelecer um certo
controle sobre a natureza que nos envolve.
Nesses termos fica fácil de
identificar a diferença que se apresenta quando se compara ao conhecimento
popular. Diferente da ciência aquele conhecimento não possui uma organização
sistematizada que possa ser compravada e experimentada, é calcada em um senso
comum passada de geração em geração. Muitas razões que fazem com que o
conhecimento popular não seja totalmente exaurido da sociedade hodierna fixado em bases mais racionais que em outros séculos, desenha-se a concepção de
nem tudo ser explicável à luz da ciência, portanto a intuição se aflora e faz com
que o conhecimento dito popular encontre angar para se refugiar em meio ao
cartesianismo contemporâneo.
O critério valorativo também
é um fator que evida a credibilidade do conhecimento popular. Isso quer dizer
que todo aquele que cria ou espalha esse tipo de conhecimento, pode ter ou não
credibilidade, bastando-lhe apenas ter um valor para aqueles os quais o escutam,
pode-se citar o critério de senilidade: aquela crença é válida porque quem a
propagou foi uma pessoa idosa, portanto plausível de imensa crediblidade, ainda
que ninguém tenha como comprovar aquilo. Além de outros critérios como:
lideranças religiosas, desenvoltura eloquente, ostentação de titulação mesmo
que diversa do problema em questão, status social etc.
Na educação, o critério mais
indicado é o esposado com a ciência, pois o conhecimento que mais se mostra
necessário e novo para o educando é o científco. Porém isso não implica dizer
que o conhecimento popular, que inclusive faz parte da bagagem do educando
neófito, deva ser totalmente desconsiderado. Na verdade é de bom tom ter esse último como ponto de partida para construir o novo conhecimento para
esses educandos. Mesmo que alguns considerem que educar dói, porquanto desconstruir um conhecimento prévio para reconstruir outros seja árduo, isso não se deve
dar no campo minado das escolhas pessoais, principalmente quando essas atentem
para intolerância filosófica, ideológica ou religiosa.
Desta forma, em nome de uma
boa convivência dentro do âmbito escolar, o conhecimento científico não pode
ser o único a ser considerado como integrante da teia de conhecimentos que deva
haver nas relações interpessoais, a fim de superar as fissuras causadas pela
intolerância que sobrevém sempre que um assunto é execrado porque não pode ser
explicado como A sobre B.
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