segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Construção Contexto e Problemas de pesquisa

Introdução
O projeto apresentado propõe investigar a conduta de educação escolar elaborada a partir da observação e reflexão acerca das demandas da comunidade escolar do Centro de Ensino Médio 111. Em especial quando se busca o alcance das ações das instâncis colegidadas, presentes e ativas no colégio. Os encontros promovidos para discutir o projeto político-pedagógico que explicitem a necessidade de utilização do espaço de autonomia que a escola possui, e é desta forma e perceber o projeto político-pedagógico como instrumento que conduz a essa autonomia.


Justificativa

Os problemas que sobrevêm à instituição educacional são sobremaneira corriqueiros e pontuais, mas que mesmo assim continuam a martelar a responsabilidade dos entes que compõe a comunidade escolar. Parece que ainda não se descobriu a melhor maneira de lidar com esses percalços, principalmente quando um ou poucos se empenham para dirimir esses problemas.
Nessa ótica, procura-se dentro da proposta de uma gestão democrática identificar o alcance das ações das instâncias colegiadas, enfatizando o Conselho Escolar dessa instituição, e aperfeiçoar suas ações para superar esses problemas.

Problema de pesquisa

O Centro de Ensino Médio 111 é uma escola pública que foi entregue à comunidade há catorze anos. A escola está situada no Recanto das Emas, periferia do DF, sendo esta, uma Região Administrativa criada em 28 de julho de 1993, com o objetivo de atender ao Programa de Assentamento do Governo do Distrito Federal. Os primeiros moradores desta região relatam que, quando foram divididos os loteamentos, esta era uma reunião de chácaras, onde se destacava uma espécie de arbusto chamado canela-de-ema. Existia também no local um sítio chamado Recanto, onde vivia grande quantidade de emas, espécie própria do cerrado. Desta forma, originou-se o nome Recanto das Emas. Hoje, sua população já ultrapassa os 150 mil habitantes.
O perfil de composição familiar da cidade reforça a hipótese levantada por diferentes estudiosos sobre a mobilidade espacial interna no Distrito Federal. Os novos núcleos habitacionais tendem a ser ocupados por famílias constituídas por jovens recém-unidos que deixaram suas localidades de origem no DF, em geral, locais mais populosos, onde provavelmente viviam com seus pais ou próximos a eles como inquilinos. Muitas vezes, representam a segunda geração de migrantes do início da construção de Brasília. Em relação à migração, uma das tendências mais observadas no Distrito Federal é a presença numericamente superior de nordestinos, oriundos principalmente dos estados do Piauí, Maranhão, Bahia e Ceará.
No primeiro ano de funcionamento, O Centro de Ensino Médio 111 atendeu a uma demanda de alunos de diferentes faixas etárias, principalmente, adultos com escolaridade incompleta que esperavam por uma escola localizada na cidade. Além destes, alunos que estudavam em escolas de outras cidades (principalmente Taguatinga, Ceilândia e Núcleo Bandeirante) também transferiram suas matrículas para o CEM 111 e formaram as primeiras turmas da escola.
Ainda no ano letivo de 1998, a escola funcionou com turmas regulares nos turnos matutino e noturno, abrangendo além de todas as séries do Ensino Médio, 7a e 8ª séries do Ensino Fundamental. No turno vespertino, poucos professores estiveram em regência, atendendo apenas turmas de “recuperação paralela” dos alunos transferidos do Centro de Ensino Fundamental 115. Dois meses após o início das aulas, foi inaugurada a biblioteca da escola, cujo nome homenageou o educador Paulo Freire. Os professores responsáveis conseguiram os livros a partir da doação de algumas instituições particulares de ensino do Distrito Federal.
O ano letivo de 1999 foi marcado pela ampliação do Ensino Médio para os três turnos, apesar de ainda terem permanecido turmas de 7a e 8ª séries. Neste ano, foram desenvolvidos diversos projetos como a Semana Multirracial, a Semana de Ciências Naturais e Simulados de Provas do Programa de Avaliação Seriada (PAS). No ano seguinte, uma nova equipe assumiu a direção da escola através de eleição democrática, tendo à frente o Prof. Carlos Sacramento. As mudanças de direção, juntamente com a nova distribuição de carga horária e os novos horários de funcionamento fizeram desse um ano agitado. Neste ano, foi criado um “Anexo do CEM 111” localizado no Centro de Ensino Fundamental 101 (cinco quilômetros de distância entre as duas escolas). Este fato prejudicou muito o andamento dos projetos realizados neste ano.
O ano letivo de 2001 iniciou com nova direção no CEM 111, que foi parcialmente alterada do meio do ano em diante e passou a ser dirigida pela Profa. Maria Aparecida. O “anexo” continuou funcionando sob a responsabilidade do CEM 111 por mais dois anos. Nesses anos, diversos projetos foram realizados normalmente seguindo os temas escolhidos no início do ano letivo, e prevalecendo temáticas acerca da cidadania.
Em meados de 2005, a escola passou a ser dirigida por equipes compostas sob direção do Prof. Cloves, que permaneceu nesta função até o ano de 2008. A escola consolidou pedagogicamente trabalhos relacionados à Educação Ambiental e estudo da Cultura Local do Recanto das Emas, apresentando estes trabalhos em diversos eventos realizados no Distrito Federal. Com exceção do ano de 2009, desde 2007 é realizado, anualmente, o Encontro de Arte, Ciência e Cultura do CEM 111 (EACC), tendo este evento se tornado um momento de culminância das atividades desenvolvidas na escola, evento este, que infelizmente não foi estendido ao período noturno.
Após nove anos de expectativa, ocorreu no fim de 2008 um novo processo democrático de eleição para diretores, processo esse, acompanhado atenciosamente pela comunidade escolar. Após um processo eleitoral que envolveu três chapas inscritas, foi eleita a direção composta pelo Prof. Ângelo Zanolly como diretor.
Em janeiro de 2012 o Prof. Éliton Medeiros deixou a vice-direção e a convite do atual diretor o Prof. Ângelo Zanolly, assumiu este cargo o Prof. Roberto Lima. Ainda neste ano, a equipe gestora sofreu mais duas alterações, com o Prof. Ângelo Zanolly deixando a direção para cuidar de problemas de saúde, o qual indicou o Prof. Paulo Vinícius para assumir a direção, interinamente, com o respaldo do grupo de professores e da Coordenação Regional de Ensino, até a ocorrência das eleições em agosto de 2012. Então, aos dez dias do mês de setembro assume a atual equipe gestora composta pelo diretor Paulo Vinícius e a vice-diretora Lígia Melo.
Na atualidade a escola atende em sua maioria alunos na faixa etária entre 15 e 18 anos, no diurno, e acima de 16 anos no noturno. Uma das características marcantes do CEM 111 é o fato de acolher, quase que exclusivamente, a alunos residentes no Recanto das Emas. Durante muitos anos, a escola foi a única a ofertar o Ensino Médio Regular na cidade, atendendo a moradores de quadras bem distantes entre si e que apresentam realidades bastante diversas. Hoje, o Recanto das Emas já possui duas outras escolas de Ensino Médio, o CEM 804 e o CEF 104, ainda assim, atende um quantitativo de 2016 alunos, ofertando Ensino Médio Regular diurno e noturno e, Educação de Jovens e Adultos no noturno.
Além do mobiliário básico dispomos dos seguintes recursos didáticos-pedagógicos: 3 projetor data-show; 2 máquinas fotográficas digitais; 7 televisores ; 7 aparelhos de DVD; 4 aparelhos de som portáteis; 1 aparelho microsystem; 2 caixas de som amplificadas; 1 microfone; t1 notebook; 18 computadores da Proginfo com 36 monitores (laboratório de informática); 12 computadores (3 na secretaria, 04 na biblioteca, 1 na direção, 1 no administrativo, 1 na cantina e 2 na coordenação); 2 ventiladores; 1 aparelhos de fax-simile.
Dentre os projetos do CEM 111, destacam-se o EACC – Encontro de Artes Ciências e Cultura; o Projeto de Arte e Performance e o projeto Fisicampo.

De posse de todas essas informações, põe-se a questão: o que as instâncias colegiadas, em especial o Conselho Escolar, têm contribuído para dirimir problemas que têm surgido desde a rotatividade da equipe diretiva, a escassez de material didático e a necessidade de reduzir a reprovação e a evasão escolar?

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