O
currículo básico de cada etapa ou modalidade em cada sistema de ensino é o
documento no qual se unificam as habilidades e as competências que os educandos auxiliados
pelos educadores devem construir através de sua vida escolar.
Para
embasar a criação de cada currículo existe um documento norteador para a
confecção de cada currículo – e que até pouco tempo era o predileto – os PCNs (Parâmetros
Curriculares Nacionais). Existem também as DCNs (Diretrizes Curriculares
Nacionais) no que busque e persiga uma tentativa de unificar e diminuir as
distâncias entre os saberes que insistem se tornar desiguais entre algumas
classes sociais.
Os
PCNs são nessa ótica um documento de governo mantido para embasar a
instituição de uma formação básica comum a todos, direcionando a educação a não
produzir desigualdades sociais, ao revés o que se propõe é a educação nos
seus mais variados tipos vir a ser um sujeito para a redução e quiçá extinção dessas
desigualdades sociais, enquanto seja um motor gerador de cidadania.
Como
já supramencionado, os PCNs são um documento de governo passível, portanto, de
ser extinto da mesma forma como foi criado, e por conseguinte ser substituído
por outro, como é o caso da sua permuta pelas DCNs. Esse último é um documento
de estado, de modo que não pode ser extinto unilateral e monocrática por conveniências administrativas, ainda que se emprestasse a esse ação uma participação de uma coletividade visando a construção meramente protocolar como sendo um prática democrática.
Não
custa lembrar que os PCNs são documentos criados pelo MEC, já as DCN são
documentos oriundos do CNE (Conselho de Nacional de Educação) que não convivem,
por assim dizer, em uma uma total sintonia. Bastar considerar que a cadeia
LDB-DCNs-PCNs deveria ser de caráter derivado, entretanto os PCNs não têm seguido essa lógica, porquanto são tão abrangentes quanto as DCNs, e nessa cadeia não
se basearam neles para a sua confecção, basta consultar a bibliografia dos PCNs.
Como
os PCNs foram sugeridos como não-obrigatórios pelo CNE, eles podem ser tomados
a qualquer tempo ou desconsiderados pelos sistemas de ensino no mesmo grau, não
há óbice que aqueles possam ser abandonados a favor, por exemplo, das DCNs. Mas
não que essa tenha sido a intenção do CNE, pois o elaborador das DCNs não
imaginaria nessa possibilidade de substituição.
O
currículo básico de toda escola pública no Distrito Federal até pouco tempo era
norteado pelos PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais – desde então o
currículo dessas instituições se submeteram ou se submeterão ao novo currículo
básico agora intitulado currículo em movimento. Assim chamado porque não se
propõe o estancamento por um grande período dos objetos neles contido, todavia
que se construa e se aperfeiçoe durante todo o processo de sua implementação;
inclusive que se norteie a partir de agora não mais pelos PCNs, porém pelas DCNs
(Diretrizes Curriculares Nacionais), até mesmo a tendência seja a de os colégios de
ensino fundamental se organizar em ciclos e os de ensino médio em semestres,
situações salvaguardadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais bem como na
própria lei nº 9394/96 a LDB.
O
colégio de Ensino Médio no qual sou educador, voluntariou-se , dessa feita, participante
do modelo calcado na semestralidade, assim disposto: os alunos têm dadas disciplinas em um
semestre com aulas duplas, portanto aplica mais empenho a essas poucas
disciplinas, deveras com melhor desempenho. As outras disciplinas, no mesmo
tom, são oportunizadas no segundo semestre. Insere-se por conseguinte em
programas do governo local, dos quais se identifica o Programa Ensino Médio
Inovador (Proemi) que, dentre outros ganhos, oportuniza um aumento da verba
para a escola, no que pese as necessidades financeiras para a concretização dos
projetos inscritos no plano de ação da proposta pedagógica dessa unidade de
ensino.
Assim
a construção do Projeto Político Pedagógico da escola está se adequando a essa
nova formatação do ensino médio, com promessas de melhoria do
ensino-aprendizagem, pois o plano de ação já previa projetos que estavam
calcados no antigo currículo, que agora está em processo de substituição pelo
currículo em movimento, que por sua vez está intimamente ligado, desde agora,
às Diretrizes Curriculares Nacionais, e que, exatamente por isso, precisa
sofrer as devidas adequações. Não obsta lembrar da não observância de tanta discrepância
entre os Parâmetros e as Diretrizes, pois garimpa-se mais pontos comuns entre
si, citam-se, por exemplo: a busca da formação básica comum, a construção da
cidadania e o respeito às diversidades culturais.
Sem comentários:
Enviar um comentário