quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Escola Seriada versus Escola em ciclos

A procura pela solução da crise na escola tem suscitado a necessidade de a escola se apropriar de novas organizações que supere os seus problemas mais clássicos, a saber: a reprovação e a evasão escolares.
Acredita-se que o âmago da questão jaz na visão de que a escola desde suas primeiras ações era tida como privilégio de poucos, portanto excludente desde a sua origem. Desta ordem construiu-se a educação de forma seriada que tacitamente respondia àquela situação de exclusão, dada a forma com que  tratava a clientela a qual, desde a assunção da educação como direito, era submetida a se adequar aos seus processos de ensino-aprendizagem, que, desta forma, reproduzia os mesmos meios existentes  quando a educação ainda não era direito – obrigação do estado.
Apresenta-se nesse contexto de crise escolar, por conta de exclusão ou reprovação, uma nova formatação escolar. Uma modalidade que busca o resgate do mote educação como direito e não como privilégio. Ciente de a educação por ciclos afastar a reprovação, já que o ensino fica contínuo. Implica dizer que o aluno não precisa desenvolver uma competência em um dado ano, e ser reprovado por não contemplar o desenvolvimento daquela competência. Grosso modo, o aluno voltaria a desempenhar a competência em todo o processo e não apenas em um ano. Destarte, a escola em ciclos deixa de penalizar o educando com a malfadada reprovação anual, e menos desestimuladora.  Mesmo não sendo uma equação certa, presume-se que menos reprovação implicaria menos evasão. Delineia-se, portanto, nessa proposta, se bem planejada e articulada, uma escola mais democrática da qual o educando sinta-se pertencente e não apenas o beneficiário de um sistema tido como sendo para poucos.
O problema que se pode aventar é a síndrome do trocar seis por meia-dúzia, mudar o sistema seriado pelo sistema em ciclos e não exaurir o pensamento ainda subliminar da educação como favor ou privilégio. Os ciclos devem ser empregados com um debate amplo da comunidade escolar e local com a oitiva das instâncias colegiadas da unidade de ensino, a fim de se desvencilhar da “velha estrada”, que, passadas várias gerações, não tem conseguido suplantar suas mazelas.
É preciso, primeiro de tudo, que os ciclos não sejam uma proposta meramente substitutiva, porque “esteja na moda”, é necessário preparar também a estrutura da escola para que o acolhimento da proposta não esbarre em questões de ordem administrativa ou estrutural. Ou melhor, é preciso preparar o corpo, a estrutura escolar; para depois receber a alma, o projeto em ciclos.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Construção Contexto e Problemas de pesquisa

Introdução
O projeto apresentado propõe investigar a conduta de educação escolar elaborada a partir da observação e reflexão acerca das demandas da comunidade escolar do Centro de Ensino Médio 111. Em especial quando se busca o alcance das ações das instâncis colegidadas, presentes e ativas no colégio. Os encontros promovidos para discutir o projeto político-pedagógico que explicitem a necessidade de utilização do espaço de autonomia que a escola possui, e é desta forma e perceber o projeto político-pedagógico como instrumento que conduz a essa autonomia.


Justificativa

Os problemas que sobrevêm à instituição educacional são sobremaneira corriqueiros e pontuais, mas que mesmo assim continuam a martelar a responsabilidade dos entes que compõe a comunidade escolar. Parece que ainda não se descobriu a melhor maneira de lidar com esses percalços, principalmente quando um ou poucos se empenham para dirimir esses problemas.
Nessa ótica, procura-se dentro da proposta de uma gestão democrática identificar o alcance das ações das instâncias colegiadas, enfatizando o Conselho Escolar dessa instituição, e aperfeiçoar suas ações para superar esses problemas.

Problema de pesquisa

O Centro de Ensino Médio 111 é uma escola pública que foi entregue à comunidade há catorze anos. A escola está situada no Recanto das Emas, periferia do DF, sendo esta, uma Região Administrativa criada em 28 de julho de 1993, com o objetivo de atender ao Programa de Assentamento do Governo do Distrito Federal. Os primeiros moradores desta região relatam que, quando foram divididos os loteamentos, esta era uma reunião de chácaras, onde se destacava uma espécie de arbusto chamado canela-de-ema. Existia também no local um sítio chamado Recanto, onde vivia grande quantidade de emas, espécie própria do cerrado. Desta forma, originou-se o nome Recanto das Emas. Hoje, sua população já ultrapassa os 150 mil habitantes.
O perfil de composição familiar da cidade reforça a hipótese levantada por diferentes estudiosos sobre a mobilidade espacial interna no Distrito Federal. Os novos núcleos habitacionais tendem a ser ocupados por famílias constituídas por jovens recém-unidos que deixaram suas localidades de origem no DF, em geral, locais mais populosos, onde provavelmente viviam com seus pais ou próximos a eles como inquilinos. Muitas vezes, representam a segunda geração de migrantes do início da construção de Brasília. Em relação à migração, uma das tendências mais observadas no Distrito Federal é a presença numericamente superior de nordestinos, oriundos principalmente dos estados do Piauí, Maranhão, Bahia e Ceará.
No primeiro ano de funcionamento, O Centro de Ensino Médio 111 atendeu a uma demanda de alunos de diferentes faixas etárias, principalmente, adultos com escolaridade incompleta que esperavam por uma escola localizada na cidade. Além destes, alunos que estudavam em escolas de outras cidades (principalmente Taguatinga, Ceilândia e Núcleo Bandeirante) também transferiram suas matrículas para o CEM 111 e formaram as primeiras turmas da escola.
Ainda no ano letivo de 1998, a escola funcionou com turmas regulares nos turnos matutino e noturno, abrangendo além de todas as séries do Ensino Médio, 7a e 8ª séries do Ensino Fundamental. No turno vespertino, poucos professores estiveram em regência, atendendo apenas turmas de “recuperação paralela” dos alunos transferidos do Centro de Ensino Fundamental 115. Dois meses após o início das aulas, foi inaugurada a biblioteca da escola, cujo nome homenageou o educador Paulo Freire. Os professores responsáveis conseguiram os livros a partir da doação de algumas instituições particulares de ensino do Distrito Federal.
O ano letivo de 1999 foi marcado pela ampliação do Ensino Médio para os três turnos, apesar de ainda terem permanecido turmas de 7a e 8ª séries. Neste ano, foram desenvolvidos diversos projetos como a Semana Multirracial, a Semana de Ciências Naturais e Simulados de Provas do Programa de Avaliação Seriada (PAS). No ano seguinte, uma nova equipe assumiu a direção da escola através de eleição democrática, tendo à frente o Prof. Carlos Sacramento. As mudanças de direção, juntamente com a nova distribuição de carga horária e os novos horários de funcionamento fizeram desse um ano agitado. Neste ano, foi criado um “Anexo do CEM 111” localizado no Centro de Ensino Fundamental 101 (cinco quilômetros de distância entre as duas escolas). Este fato prejudicou muito o andamento dos projetos realizados neste ano.
O ano letivo de 2001 iniciou com nova direção no CEM 111, que foi parcialmente alterada do meio do ano em diante e passou a ser dirigida pela Profa. Maria Aparecida. O “anexo” continuou funcionando sob a responsabilidade do CEM 111 por mais dois anos. Nesses anos, diversos projetos foram realizados normalmente seguindo os temas escolhidos no início do ano letivo, e prevalecendo temáticas acerca da cidadania.
Em meados de 2005, a escola passou a ser dirigida por equipes compostas sob direção do Prof. Cloves, que permaneceu nesta função até o ano de 2008. A escola consolidou pedagogicamente trabalhos relacionados à Educação Ambiental e estudo da Cultura Local do Recanto das Emas, apresentando estes trabalhos em diversos eventos realizados no Distrito Federal. Com exceção do ano de 2009, desde 2007 é realizado, anualmente, o Encontro de Arte, Ciência e Cultura do CEM 111 (EACC), tendo este evento se tornado um momento de culminância das atividades desenvolvidas na escola, evento este, que infelizmente não foi estendido ao período noturno.
Após nove anos de expectativa, ocorreu no fim de 2008 um novo processo democrático de eleição para diretores, processo esse, acompanhado atenciosamente pela comunidade escolar. Após um processo eleitoral que envolveu três chapas inscritas, foi eleita a direção composta pelo Prof. Ângelo Zanolly como diretor.
Em janeiro de 2012 o Prof. Éliton Medeiros deixou a vice-direção e a convite do atual diretor o Prof. Ângelo Zanolly, assumiu este cargo o Prof. Roberto Lima. Ainda neste ano, a equipe gestora sofreu mais duas alterações, com o Prof. Ângelo Zanolly deixando a direção para cuidar de problemas de saúde, o qual indicou o Prof. Paulo Vinícius para assumir a direção, interinamente, com o respaldo do grupo de professores e da Coordenação Regional de Ensino, até a ocorrência das eleições em agosto de 2012. Então, aos dez dias do mês de setembro assume a atual equipe gestora composta pelo diretor Paulo Vinícius e a vice-diretora Lígia Melo.
Na atualidade a escola atende em sua maioria alunos na faixa etária entre 15 e 18 anos, no diurno, e acima de 16 anos no noturno. Uma das características marcantes do CEM 111 é o fato de acolher, quase que exclusivamente, a alunos residentes no Recanto das Emas. Durante muitos anos, a escola foi a única a ofertar o Ensino Médio Regular na cidade, atendendo a moradores de quadras bem distantes entre si e que apresentam realidades bastante diversas. Hoje, o Recanto das Emas já possui duas outras escolas de Ensino Médio, o CEM 804 e o CEF 104, ainda assim, atende um quantitativo de 2016 alunos, ofertando Ensino Médio Regular diurno e noturno e, Educação de Jovens e Adultos no noturno.
Além do mobiliário básico dispomos dos seguintes recursos didáticos-pedagógicos: 3 projetor data-show; 2 máquinas fotográficas digitais; 7 televisores ; 7 aparelhos de DVD; 4 aparelhos de som portáteis; 1 aparelho microsystem; 2 caixas de som amplificadas; 1 microfone; t1 notebook; 18 computadores da Proginfo com 36 monitores (laboratório de informática); 12 computadores (3 na secretaria, 04 na biblioteca, 1 na direção, 1 no administrativo, 1 na cantina e 2 na coordenação); 2 ventiladores; 1 aparelhos de fax-simile.
Dentre os projetos do CEM 111, destacam-se o EACC – Encontro de Artes Ciências e Cultura; o Projeto de Arte e Performance e o projeto Fisicampo.

De posse de todas essas informações, põe-se a questão: o que as instâncias colegiadas, em especial o Conselho Escolar, têm contribuído para dirimir problemas que têm surgido desde a rotatividade da equipe diretiva, a escassez de material didático e a necessidade de reduzir a reprovação e a evasão escolar?

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Diferença entre ciência e conhecimento popular.


A ciência é um conjunto sistematizado de saberes com fundamento lógico e observável, toda a estrutura do conhecimento científico está fundada em uma ordem tal que pode ser experimentada e comprovada, quer dizer, a ciência é um saber construído e que pode ser demonstrado não somente pela práxis, todavia é representada por meio de métodos certos. Isso também quer dizer que a ciência pode ser demonstrada por experimentos que consigam atingir os fins pelos meios empregados.
Dessa forma, a ciência se presta no sentido de ampliar os horizontes do conhecimento, nas atividades de busca da descoberta de novos eventos fenomenológicos; também a antagonista para desvendar a fim de derrubar tabus ou mitos, além de se prestar para a busca da melhoria de vida, ainda atua na instrumentalização para estabelecer um certo controle sobre a natureza que nos envolve.
Nesses termos fica fácil de identificar a diferença que se apresenta quando se compara ao conhecimento popular. Diferente da ciência aquele conhecimento não possui uma organização sistematizada que possa ser compravada e experimentada, é calcada em um senso comum passada de geração em geração. Muitas razões que fazem com que o conhecimento popular não seja totalmente exaurido da sociedade hodierna fixado em bases mais racionais que em outros séculos, desenha-se a concepção de nem tudo ser explicável à luz da ciência, portanto a intuição se aflora e faz com que o conhecimento dito popular encontre angar para se refugiar em meio ao cartesianismo contemporâneo.
O critério valorativo também é um fator que evida a credibilidade do conhecimento popular. Isso quer dizer que todo aquele que cria ou espalha esse tipo de conhecimento, pode ter ou não credibilidade, bastando-lhe apenas ter um valor para aqueles os quais o escutam, pode-se citar o critério de senilidade: aquela crença é válida porque quem a propagou foi uma pessoa idosa, portanto plausível de imensa crediblidade, ainda que ninguém tenha como comprovar aquilo. Além de outros critérios como: lideranças religiosas, desenvoltura eloquente, ostentação de titulação mesmo que diversa do problema em questão, status social etc.
Na educação, o critério mais indicado é o esposado com a ciência, pois o conhecimento que mais se mostra necessário e novo para o educando é o científco. Porém isso não implica dizer que o conhecimento popular, que inclusive faz parte da bagagem do educando neófito, deva ser totalmente desconsiderado. Na verdade é de bom tom ter esse último como ponto de partida para construir o novo conhecimento para esses educandos. Mesmo que alguns considerem que educar dói, porquanto desconstruir um conhecimento prévio para reconstruir outros seja árduo, isso não se deve dar no campo minado das escolhas pessoais, principalmente quando essas atentem para intolerância filosófica, ideológica ou religiosa.
Desta forma, em nome de uma boa convivência dentro do âmbito escolar, o conhecimento científico não pode ser o único a ser considerado como integrante da teia de conhecimentos que deva haver nas relações interpessoais, a fim de superar as fissuras causadas pela intolerância que sobrevém sempre que um assunto é execrado porque não pode ser explicado como A sobre B.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

IDEB DO CEF 306 RECANTO DAS EMAS

Dados referentes ao Indice de Desenvolvimento da Educação Básica Ideb do CEF 306

IDEB anos iniciais:
Ideb Observado
Metas Projetadas
Escola
2005
2007
2009
2011
2007
2009
2011
2013
2015
2017
2019
2021
CEF 306 DO RECANTO DAS EMAS
3.8
3.5
4.3
4.4
3.9
4.2
4.7
4.9
5.2
5.5
5.8
6.0

Fonte: ideb.inep.gov.br
IDEB anos finais:
Ideb Observado
Metas Projetadas
Escola
2005
2007
2009
2011
2007
2009
2011
2013
2015
2017
2019
2021
CEF 306 DO RECANTO DAS EMAS
2.9
2.0
3.3
***
2.9
3.0
3.3
3.7
4.1
4.3
4.6
4.9
Fonte: ideb.inep.gov.br

O colégio em análise é o Centro de Ensino Fundamental 306 do Recanto das Emas CEF 306, uma cidade satélite de Brasília que se situa entre outras duas cidades satélites: Samambaia e Gama. O CEF 306 recebe essa numeração por estar na Quadra 306 do Recanto das Emas. Como a maioria dos centros de ensino fundamental, o turno matutino atende aos alunos nos anos iniciais e no turno vespertino os alunos das séries finais.
O Ideb referente a 2011 nos anos finais não consta devido ao estabelecimento não ter participado da Prova Brasil.
Extraído o Ideb dessa instituição de ensino, percebeu-se que a realidade dessa escola não difere muito da média local, somente quando se trata do Ideb para os anos finais é que a coisa complica. O Ideb, apesar de estar acima das metas projetadas, foi verificada como sendo um dos piores do Distrito Federal, principalmente quando se toma o ano de 2005 quando as metas não foram alcançadas. Mesmo em 2007 os números estão aquém do recomendável, tanto que o colégio foi alvo de muitas matérias jornalísticas pelo desempenho pífio da escola, tal qual depoimentos em matéria publicada em 2008 pelo jornal Correio Braziliense:

“Minha mãe vem sempre”, diz Mariana Beatriz Ximenes, 8 anos, moradora do Recanto das Emas. “Já estudei lá, mas não aprendi nada”, emenda a menina. “Aqui, é tudo muito difícil. O contexto familiar não ajuda. Poucos pais participam”, lamenta Nilza Alves Ribeiro, diretora do Centro de Ensino Fundamental 306 do Recanto das Emas, um dos dois colégios com pior desempenho do DF. Sua média ficou em 3,6. “Não foi uma surpresa. Assumimos a escola há menos de um ano. O nível é muito ruim, mas estamos tentando melhorar”, completa a professora, cuja batalha começa muito longe da sala de aula. “Muitas vezes, precisamos ir até a casa do aluno para conversar com a família e descobrir por que ele sumiu. Muitos não têm uniforme nem tênis, nem estojo.”  Fonte: www.Correiobraziliense.com.br Publicação: 21/06/2008 08:29 Atualização: 21/06/2008 09:27.

De posse desses números o que se deveria fazer para otimizar o desempenho dessa unidade de ensino, tendo em vista que o Ideb esteja defasado em relação à outros colégios da mesma região?
Parece, em um primeiro momento, que quando a situação é muito desfavorável é mais fácil de alavancar a qualidade do ensino, pois acredita-se que todo a Proposta Pedagógica, se realmente existir, não está sendo colocada em prática como se deveria ser.
Parte-se, portanto, da revisão do Projeto Político Pedagógico, desde a concepção – verificando se foi feito coletivamente e ouvidas todas partes – até o desenrolar do Plano de Ação, se é que esse existe.
Destarte, a convocação para um debate mais amplo – que inclua toda a comunidadade escolar – parece desenhar-se como sendo o ponto inicial da identificação dos pontos principais da defasagem ensino-aprendizagem, evasão e aspectos estruturais e administrativos que estejam produzindo um Ideb tão desfavorável. Ninguém se engane que os mais prejudicados nessa situação sejam os pais e os alunos daquela comunidade escolar. Partindo dessa reflexão, deve-se oportunizar a verdadeira participação desses segmentos, dando-lhes, de fato, vez e voz.

Talvez algumas mudanças impliquem a quebra de alguns paradigmas que afetem o pedagógico e mesmo o modus operandi de alguns educadores que por motivos peculiares não queiram se desvencilhar, possam estar atuando nesse extrato negativo do Ideb. Só a voz dos se julgam excluídos é que pode dar a dimensão de uma outra realidade possível, aqui pretendida como a mais positiva possível, já que a velha fórmula não tem dado, e isso está provado, o resultado salutar desejado.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

PROPOSTA DE AVALIAÇÃO


1 – Identificação da unidade de ensino.

Centro de Ensino Médio do Recanto das Emas – Distrito Federal – DF.

2 – Referencial teórico.

A gestão que se quer democrática requer uma forma de avaliação capaz de informar, de modo fundamentado e pertinente, a democratização tanto das deliberações e tomadas de decisão como da execução, avaliação e aprimoramento de tais decisões e práticas delas decorrentes. Requer também que a avaliação opere como mediação em processos/práticas de gestão participativa em todas as instâncias da instituição educacional.
Considerando a avaliação como um exercício reflexivo e permanente, nos comprometemos a estar atentos a algumas questões centrais: a experiência de avaliação tem concorrido para democratizar a gestão da instituição? A avaliação, conforme realizada, tem concorrido para o diálogo, a autonomia, o trabalho coletivo e participativo na gestão educacional? Como e quanto a avaliação em larga escala tem concorrido para a observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na gestão educacional? Guiados por princípios auto-reflexivos, ressalta-se que a resposta a estes aspectos poderão conduzir mudanças e adaptações no processo avaliativo institucional.
Busca-se uma articulação entre os sistemas de avaliação externos, (SAEB, ENEM, SIADE) com os sistemas de avaliação internos. Acredita-se ser insuficiente apenas obter informações e resultados, sem incorporá-los ao planejamento, à execução e ao acompanhamento das políticas educacionais onde elas acontecem na prática: na escola. Os dados não falam sozinhos. A tarefa de compreendê-los e fazê-los falar é nossa. Precisa-se urgentemente de transformar os dados disponíveis em informações, e essas, em conhecimento. É nessa tarefa a que se propõe o nosso projeto político-pedagógico.
A Avaliação Institucional é uma meta da escola e constitui-se como:

a) um processo contínuo de aperfeiçoamento do desempenho da Instituição Escolar;
b) uma  ferramenta para o planejamento e a gestão;
c) um processo sistemático de prestação de contas à sociedade.

Isto significa acompanhar metodicamente as ações desenvolvidas pela Escola a fim de verificar se as funções estão sendo realizadas e atendidas satisfatoriamente.

3 – Justificativa

Sabe-se que diante das inúmeras dificuldades que se apresentam à promoção da educação escolar, não raro, formuladores e executores de políticas educacionais afastam-se da essência da tarefa educativa, concentrando-se em atividades-meio. Assim, acredita-se ser imprescindível que a gestão tenha sempre claro a noção de a escola ser a instituição que a humanidade criou para socializar o saber sistematizado e tudo fazer para sua função social ser cumprida com sucesso. A persistência do fracasso escolar entre tantas crianças e jovens em diversas partes do mundo torna imperativo reafirmar a especificidade da escola como espaço para onde convergem estudantes e professores, configurando-se como uma comunidade de aprendizes. Sua razão de existir está intrinsecamente ligada à tarefa primordial de bem ensinar e aprender. Gestão escolar bem sucedida, portanto, é aquela voltada para a aprendizagem de todos os alunos.

4 – Objetivos

4.1 – Objetivo Geral

Oportunizar mecanismos para que toda a comunidade escolar esteja presente e seja partícipe do momento de avaliação de assuntos pedagógicos e administrativo da escola de forma democrática.

4.2 Objetivos Específicos

Identificar no Plano de Ação todas as ações e projetos realizados, suas dificuldades, seus problemas e suas soluções.
Promover a participação democrática nos debates de avaliação para as dificuldades enfrentadas durante o período em análise.
Construir uma harmoniosa convivência entre aspectos administrativos e pedagógicos, para que sejam complementares e não antagonistas.
            Divulgar os números alcançados quer positivos quer negativos do período em questão, para que seja tomada a melhor de decisão.

5 – Metodologia

Sendo espaço de difusão e produção de conhecimentos, a escola não deve perder de vista essa função primordial. Assim, o eixo norteador de nossas ações é a busca pela qualidade da educação com foco na aprendizagem do aluno. A avaliação do desempenho escolar será feita bimestralmente, de maneira coletiva e participativa com a presença de todos os segmentos escolares, sendo que, estes deverão ser consultados previamente por meio de formulários elaborados e aprovados coletivamente, sendo a tabulação desses dados apresentados ao Conselho Escolar, que por sua vez, deverá expor publicamente (por meio de relatórios) os resultados obtidos, indicando ações deliberativas junto ao colegiado.
Por essa razão, entende-se ser fundamental em nossa proposta de avaliação institucional, a participação do Conselho Escolar como instância consultiva e deliberativa, capaz de descentralizar as ações.
No Centro de Ensino Médio 111 a avaliação da instituição levará em consideração os seguintes itens: gestão de resultados, gestão participativa e gestão pedagógica.



            

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Relato Sobre PPP no CEM 111

Educar é revolucionar. Sabemos que uma revolução não ocorre do dia para a noite, é preciso planejar, perseverar e estar consciente da transformação que ela pode e deve trazer. Quem deseja fazer uma revolução acredita que tem muita coisa errada acontecendo e que somente uma total renovação pode se conseguir conquistar o mundo.
Isso acontece do mesmo modo com a Educação. Visto que a Educação é um processo lento, gradual e contínuo, que exige das pessoas nela envolvidas, otimismo, perseverança, união, e acima de tudo, amor, pois “quando a gente gosta é claro que a gente cuida”. Educar é também cativar, “tu és eternamente responsável por aquele que cativas”.
É com esse pensamento que se apresenta este projeto poítico pedagógico (PPP) de trabalho de gestão: Administrativa, Financeira e Pedagógica desta instituição educacional e possa ser discutida e avaliada para que todos juntos, possam, finalmente, transformar uma escola democrática, participativa e cidadã.
Para tanto, é mister colocar, em primeiro plano, alguns objetivos necessários para que essa revolução aconteça. Sabemos, ainda, que estes objetivos somente serão alcançados com o encanto, o apoio e o fazer do grupo de professores, o grupo de profissionais da educação e todos os segmentos da comunidade escolar. Pois, conforme o pensamento do poeta e músico Raul Seixas quando diz  que “Sonho que se sonha só é um sonho. Sonho que se sonha junto é realidade”.
Deve-se sim, sonhar de olhos abertos, sonhar junto com todos os responsáveis pela educação do CEM 111. Sonhar uma escola aconchegante e acolhedora. Sonhar um grupo de professores unidos pelos menos ideais. Sonhar uma comunidade escolar que ame a sua escola.
Uma inovação da proposta pedagógica é a formação continuada dos professores, antiga demanda do corpo docente, que é ministrada pelos coordenadores pedagógicos. Nessa oportunidade – nas coordenações no contraturno – o predicado coordenação pedagógica realmente se faz acontecer, eliminando as antigas reuniões que se prestavam apenas para tratar de aspectos pontuais e leitura de informes gerais.
Os projetos previstos no Plano de ação do PPP são sempre objeto de discussão desde o início do ano, para que tudo seja sempre feito em clima de cooperação e de organização para que todas as ações venho a cabo e que logrem o êxito almejado.
O que se espera é que, finalmente, ao final de cada ano, tenha-se alcançado os nossos objetivos e expectativas depositadas em nós mesmos, como norteadores deste projeto , e toda a comunidade escolar como atores principais da grande revolução educacional, estrutural e pedagógica, conseguida por todos nós.
O Centro de Ensino Médio 111 do Recanto das Emas, que foi inaugurado no ano de 1998. A escola apresenta, atualmente, recursos insatisfatórios ainda que tenha atualmente adquirido mais algumas ferramentas para uso dos professores, tais quais data-shows e televisões, mas que não são suficientes para a demanda do professorado, associados à má utilização desses recursos existentes. Uma série de frustrações dos educadores quanto aos educandos: famílias ausentes no acompanhamento dos alunos/filhos., falta de recursos humanos para agilizar ações determinadas em projetos e planos de ação e desvios de função de funcionários. Essa realidade promove a evasão escolar, repetência, baixo rendimento, depredação do patrimônio e ainda a violência,
Atualmente a escola tem uma sala de recursos, uma orientadora educacional, um laboratório de informática (com 10 computadores) que não é bem aproveitado
um laboratório de química/física (que não funciona), dois laborátorios sem a utilização devida.
A proposta pedagógica dever ser um objeto de constante consulta para se averiguar como estaria sendo implementado suas diretrizes no decorrer das atividades realizadas no ambiente escolar. Para se associar todas as práticas docentes e administrativas sempre no intuito de jamais se distanciar dessa proposta.
É nesse mote que se faz necessária a avaliação temporária de como a comunidade escolar estaria se comportando diante de todo o plano de ação.
A avaliação dos trabalhos deve ser feita com a participação conjunta do corpo docente, direção, orientadores educacionais, servidores além de outros entes que se fizerem necessários, tais como Conselho Escolar, Grêmio Estudantil, Conselho Fiscal etc.
A periodicidade dessa avaliação não será estanque, poderá ser aperfeiçoada com base em experiências anteriores, de modo a otimizar ampliar ou reduzir os horizontes quantitativos e/ou qualitativos que se observarem ser salutares.
A priori a avaliação dos trabalhos da equipe gestora deverá contemplar a execução de suas competências legais e o disposto no termo de compromisso, assinado à época da posse da equipe indicada; após todo o processo seletivo até o momento da reunião, portanto não poderá ser objeto de discussão problemas de ordem administrativa, pedagógica ou financeira de equipes anteriores à atual.
Desde agora fixa-se o período bimestral para a execução dessas reuniões. Devendo essas coincidirem com o fim de cada bimestre.
No ensejo das discussões, deve-se observar se as metas propostas estariam sendo alcançadas; deste modo apontar falhas e propor soluções para que os trabalhos sejam conduzidos satisfatoriamente em busca da melhoria do tão propalado Ideb.

Portanto, a avaliação será de forma coletiva, ouvindo-se todas as partes e registrando em ata todas as suas perspectivas, angústias ou desilusões. Nada impede que se faça simultaneamente individual e por escrito em folha específica se por ventura o acaso o impuser.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

PCNs ou DCNs?

O currículo básico de cada etapa ou modalidade em cada sistema de ensino é o documento no qual se unificam as habilidades e as competências que os educandos auxiliados pelos educadores devem construir através de sua vida escolar.
Para embasar a criação de cada currículo existe um documento norteador para a confecção de cada currículo – e que até pouco tempo era o predileto – os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais). Existem também as DCNs (Diretrizes Curriculares Nacionais) no que busque e persiga uma tentativa de unificar e diminuir as distâncias entre os saberes que insistem se tornar desiguais entre algumas classes sociais.
Os PCNs são nessa ótica um documento de governo mantido para embasar a instituição de uma formação básica comum a todos, direcionando a educação a não produzir desigualdades sociais, ao revés o que se propõe é a educação nos seus mais variados tipos vir a ser um sujeito para a redução e quiçá extinção dessas desigualdades sociais, enquanto seja um motor gerador de cidadania.
Como já supramencionado, os PCNs são um documento de governo passível, portanto, de ser extinto da mesma forma como foi criado, e por conseguinte ser substituído por outro, como é o caso da sua permuta pelas DCNs. Esse último é um documento de estado, de modo que não pode ser extinto unilateral e monocrática por conveniências administrativas, ainda que se emprestasse a esse ação uma participação de uma coletividade visando a construção meramente protocolar como sendo um prática democrática.
Não custa lembrar que os PCNs são documentos criados pelo MEC, já as DCN são documentos oriundos do CNE (Conselho de Nacional de Educação) que não convivem, por assim dizer, em uma uma total sintonia. Bastar considerar que a cadeia LDB-DCNs-PCNs deveria ser de caráter derivado, entretanto os PCNs não têm seguido essa lógica, porquanto são tão abrangentes quanto as DCNs, e nessa cadeia não se basearam neles para a sua confecção, basta consultar a bibliografia dos PCNs.
Como os PCNs foram sugeridos como não-obrigatórios pelo CNE, eles podem ser tomados a qualquer tempo ou desconsiderados pelos sistemas de ensino no mesmo grau, não há óbice que aqueles possam ser abandonados a favor, por exemplo, das DCNs. Mas não que essa tenha sido a intenção do CNE, pois o elaborador das DCNs não imaginaria nessa possibilidade de substituição.
O currículo básico de toda escola pública no Distrito Federal até pouco tempo era norteado pelos PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais – desde então o currículo dessas instituições se submeteram ou se submeterão ao novo currículo básico agora intitulado currículo em movimento. Assim chamado porque não se propõe o estancamento por um grande período dos objetos neles contido, todavia que se construa e se aperfeiçoe durante todo o processo de sua implementação; inclusive que se norteie a partir de agora não mais pelos PCNs, porém pelas DCNs (Diretrizes Curriculares Nacionais), até mesmo a tendência seja a de os colégios de ensino fundamental se organizar em ciclos e os de ensino médio em semestres, situações salvaguardadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais bem como na própria lei nº 9394/96 a LDB.
O colégio de Ensino Médio no qual sou educador, voluntariou-se , dessa feita, participante do modelo calcado na semestralidade, assim disposto: os alunos têm dadas disciplinas em um semestre com aulas duplas, portanto aplica mais empenho a essas poucas disciplinas, deveras com melhor desempenho. As outras disciplinas, no mesmo tom, são oportunizadas no segundo semestre. Insere-se por conseguinte em programas do governo local, dos quais se identifica o Programa Ensino Médio Inovador (Proemi) que, dentre outros ganhos, oportuniza um aumento da verba para a escola, no que pese as necessidades financeiras para a concretização dos projetos inscritos no plano de ação da proposta pedagógica dessa unidade de ensino.
Assim a construção do Projeto Político Pedagógico da escola está se adequando a essa nova formatação do ensino médio, com promessas de melhoria do ensino-aprendizagem, pois o plano de ação já previa projetos que estavam calcados no antigo currículo, que agora está em processo de substituição pelo currículo em movimento, que por sua vez está intimamente ligado, desde agora, às Diretrizes Curriculares Nacionais, e que, exatamente por isso, precisa sofrer as devidas adequações. Não obsta lembrar da não observância de tanta discrepância entre os Parâmetros e as Diretrizes, pois garimpa-se mais pontos comuns entre si, citam-se, por exemplo: a busca da formação básica comum, a construção da cidadania e o respeito às diversidades culturais.